sábado, 30 de outubro de 2010

CHÁVEZ EXPROPRIA EMPRESA DOS EUA QUE DESRESPEITA MEIO AMBIENTE

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou na noite de segunda-feira (25) a expropriação da filial da fabricante americana de embalagens de vidro Owens Illinois, que segundo o governo não respeita o meio ambiente e explora os trabalhadores.
A Owens Illinois é líder mundial na fabricação de embalagens de vidro, com 22.000 funcionários e presença em 21 países.Chávez também aproveitou a oportunidade para acenar com a nacionalização de bancos privados que não colaborarem no desenvolvimento do país com a concessão de créditos. 

Anos de exploração


"Já está pronta a expropriação, Owens Illinois, exproprie-se", disse Chávez em um ato de governo transmitido em rede nacional de rádio e televisão. O presidente acrescentou que trata-se de “uma empresa de capital americano, que tem anos explorando os trabalhadores, destruindo o ambiente no estado Trujillo (oeste) e levando o dinheiro dos venezuelanos".
A empresa americana está presente há 52 anos na Venezuela, onde tem duas fábricas, que produzem embalagens de vidro e garrafas para cervejas e bebidas, além de recipientes para alimentos.

Lista


Chávez destacou ainda que o governo tem uma lista com mais nomes de empresas para expropriação, mas não revelou os nomes. E alertou os ricos banqueiros. "Banco que não quiser colaborar no desenvolvimento nacional deve ser estatizado sem atraso de nenhum tipo. Os bancos privados são obrigados a assumir isto. Não há volta atrás".
Ele citou como exemplo a necessidade de que os bancos concedam créditos para a habitação, uma das principais necessidades dos venezuelanos no momento.
"Não podemos fazer nenhuma concessão aos que não querem contribuir podendo fazê-lo (...), porque nós, sozinhos, não podemos fazer tudo", completou Chávez.
Desde novembro de 2009, mais de 10 bancos, todos de pequeno e médio porte, sofreram intervenção e posteriormente foram liquidados ou nacionalizados por Caracas. O objetivo é "garantir o saneamento do sistema bancário".

Estado forte



O papel do Estado no setor bancário do país ganhou força nos últimos meses, e atualmente concentra mais de 25% do sistema financeiro nacional, principalmente em função da nacionalização do Banco da Venezuela, concluída em 2009.
Nos último 30 dias, Caracas nacionalizou a produtora de lubrificantes Venoco, a empresa de fertilizantes Fertinitro e a Agroisleña, uma empresa com capital espanhol dedicada à produção de químicos agropecuários e suporte tecnológico à agricultura.
Desde 2007, a Venezuela nacionalizou mais de 340 empresas em setores estratégicos como energia elétrica, bancos, cimentos, aço, petróleo e alimentos. Além disso, três milhões de hectares de terras consideradas improdutivas foram resgatadas para a produção, nas palavras do governo, desde a chegada de Chávez ao poder. O reforço do papel do Estado na economia, em contraposição às políticas de “Estado mínimo” dos governos neoliberais, é um dos caminhos da revolução bolivariana na direção do socialismo do século XXI.


Fonte: http://pcb.org.br/portal/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nota política do PCB para o segundo turno

(Nota Política do PCB)

"DERROTAR SERRA NAS URNAS E DEPOIS DILMA NAS RUAS"

O PCB apresentou, nas eleições de 2010, através da candidatura de Ivan Pinheiro, uma alternativa socialista para o Brasil que rompesse com o consenso burguês, que determina os limites da sociedade capitalista como intransponíveis. As candidaturas do PCO, do PSOL e do PSTU também cumpriram importante papel neste contraponto.
Hoje, mais do que nunca, torna-se necessário que as forças socialistas busquem constituir uma alternativa real de poder para os trabalhadores, capaz de enfrentar os grandes problemas causados pelo capitalismo e responder às reais necessidades e interesses da maioria da população brasileira.
Estamos convencidos de que não serão resolvidos com mais capitalismo os problemas e as carências que os trabalhadores enfrentam, no acesso à terra e a outros direitos essenciais à vida como emprego, educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, segurança, cultura e lazer. Pelo contrário, estes problemas se agravam pelo próprio desenvolvimento capitalista, que mercantiliza a vida e se funda na exploração do trabalho. Por isso, nossa clara defesa em prol de uma alternativa socialista.
Mais uma vez, a burguesia conseguiu transformar o segundo turno numa disputa no campo da ordem, através do poder econômico e da exclusão política e midiática das candidaturas socialistas, reduzindo as alternativas a dois estilos de conduzir a gestão do capitalismo no Brasil, um atrelando as demandas populares ao crescimento da economia privada com mais ênfase no mercado; outro, nos mecanismos de regulação estatal a serviço deste mesmo mercado.
Neste sentido, o PCB não participará da campanha de nenhum dos candidatos neste segundo turno e se manterá na oposição, qualquer que seja o resultado do pleito. Continuaremos defendendo a necessidade de construirmos uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, permanente, para além das eleições, que conquiste a necessária autonomia e independência de classe dos trabalhadores para intervirem com voz própria na conjuntura política e não dublados por supostos representantes que lhes impõem um projeto político que não é seu.
O grande capital monopolista, em todos os seus setores - industrial, comercial, bancário, serviços, agronegócio e outros - dividiu seu apoio entre estas duas candidaturas. Entretanto, a direita política, fortalecida e confiante, até pela opção do atual governo em não combatê-la e com ela conciliar durante todo o mandato, se sente forte o suficiente para buscar uma alternativa de governo diretamente ligado às fileiras de seus fiéis e tradicionais vassalos. Estrategicamente, a direita raciocina também do ponto de vista da América Latina, esperando ter papel decisivo na tentativa de neutralizar o crescimento das experiências populares e anti-imperialistas, materializadas especialmente nos governos da Venezuela, da Bolívia e, principalmente, de Cuba socialista.
As candidaturas de Serra e de Dilma, embora restritas ao campo da ordem burguesa, diferem quanto aos meios e formas de implantação de seus projetos, assim como se inserem de maneira diferente no sistema de dominação imperialista. Isto leva a um maior ou menor espaço de autonomia e um maior ou menor campo de ação e manobra para lidar com experiências de mudanças em curso na América Latina e outros temas mundiais. Ou seja, os dois projetos divergem na forma de inserir o capitalismo brasileiro no cenário mundial.
Da mesma forma, as estratégias de neutralização dos movimentos populares e sindicais, que interessa aos dois projetos em disputa, diferem quanto à ênfase na cooptação política e financeira ou na repressão e criminalização.
Outra diferença é a questão da privatização. Embora o governo Lula não tenha adotado qualquer medida para reestatizar as empresas privatizadas no governo FHC, tenha implantado as parcerias público-privadas e mantido os leilões do nosso petróleo, um governo demotucano fará de tudo para privatizar a Petrobrás e entregar o pré-sal para as multinacionais.
Para o PCB, estas diferenças não são suficientes qualitativamente para que possamos empenhar nosso apoio ao governo que se seguirá, da mesma forma que não apoiamos o governo atual e o governo anterior. A candidatura Dilma move-se numa trajetória conservadora, muito mais preocupada em conciliar com o atraso e consolidar seus apoios no campo burguês do que em promover qualquer alteração de rumo favorável às demandas dos trabalhadores e dos movimentos populares. Contra ela, apesar disso, a direita se move animada pela possibilidade de vitória no segundo turno, agitando bandeiras retrógradas, acenando para uma maior submissão aos interesses dos EUA e ameaçando criminalizar ainda mais as lutas sociais.
O principal responsável por este quadro é o próprio governo petista que, por oito anos, não tomou medida alguma para diminuir o poderio da direita na acumulação de capital e não deu qualquer passo no sentido da democratização dos meios de comunicação, nem de uma reforma política que permitisse uma alteração qualitativa da democracia brasileira em favor do poder de pressão da população e da classe trabalhadora organizada, optando pelas benesses das regras do viciado jogo político eleitoral e o peso das máquinas institucionais que dele derivam.
Considerando essas diferenças no campo do capital e os cenários possíveis de desenvolvimento da luta de classes - mas com a firme decisão de nos mantermos na oposição a qualquer governo que saia deste segundo turno - o PCB orienta seus militantes e amigos ao voto contra Serra.
Com o possível agravamento da crise do capitalismo, podem aumentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e a repressão aos movimentos populares. A resistência dos trabalhadores e o seu avanço em novas conquistas dependerão muito mais de sua disposição de luta e de sua organização e não de quem estiver exercendo a Presidência da República.
Chega de ilusão: o Brasil só muda com revolução!
PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
COMITÊ CENTRAL

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ONU aprova suspensão do embargo norte-americano a Cuba


Documento foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nessa terça-feira a suspensão do embargo norte-americano imposto a Cuba, em vigor desde 1962. Essa é a 19ª vez consecutiva em que o órgão coloca em votação a questão do bloqueio promovido pelos EUA contra a ilha caribenha, em que o colegiado de todas as nações que compõem a ONU aprovam o fim do bloqueio financeiro e comercial ao país.
O documento que decide pelo fim imediato do bloqueio a Cuba foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra (Estados Unidos e Israel) e 3 abstenções (Ilhas Marshall, República de Palau e Estados Federados da Micronésia - satélites dos EUA, mas que ainda assim não repetiram o voto contra, se abstendo no pleito).
Estimativas oficiais do governo cubano indicam que o embargo imposto há 48 anos causa prejuízos que somavam cerca de US$ 751,3 bilhões até dezembro de 2009. O bloqueio envolve restrições econômicas, financeiras, políticas e diplomáticas; sobrevivendo às custas de interesses das máfias e cartéis reacionários e fascistas, que empregam além do embargo citado, também táticas sujas de desestabilização e terrorismo para derrubar o Estado Cubano.
Para as autoridades cubanas e a comunidade internacional, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demonstra boa vontade para recuar na adoção do embargo. Assim como parte de suas promessas de campanha, como o fim das guerras, Obama se "esqueceu" de levantar as asfixiantes restrições que partem do seu governo contra a população cubana, e oferece a Cuba a mesma mão que Bush e seus antecessores: um punho cerrado segurando um punhal.

Daniel Oliveira - com fontes internacionais (Agência Lusa e Xinhua)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bolívia, de Evo Morales, reduz idade para aposentadoria





Enquanto na Europa tentam aumentar a idade de reforma e reduzir as pensões, na Bolívia o governo de Evo Morales lança um projecto de lei que reduz a idade da jubilação de 65 para 58 anos para os homens e de 62 para 56 anos para as mulheres.
"Esta mudança é necessária. Nosso povo foi durante anos agravado. O tipo de trabalho que a maioria da população realiza é muito pesado. A diminuição da idade de reforma para os mineiros deve ser maior, para os 56 anos, e para os que vão ao fundo das minas deve diminuir para os 51 anos", afirmou o presidente Evo Morales.
O vice-presidente, Álvaro García Linera, ressaltou qu o projeto rompe com o processo neoliberal engendrado pela lei de 1996.(...)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O drama continua

Foram encontrados os últimos corpos dos quatro mineiros soterrados desde a semana passada em uma mina no Equador. O drama dos mineradores na América Latina continua. O capitalismo continua fazendo suas vítimas por aqui e nos quatro cantos do mundo. Cadê a solidariedade dos presidentes que ligaram para Sebastián Piñera, presidente do Chile, durante o resgate dos 33 mineiros? Se estivessem realmente preocupados com a situação dos mineiros da América Latina não deveriam organizar uma discussão sobre a criação de uma nova legislação da exploração de minérios no subsolo?
Onde está Obama, Lula,Sarkozy e Piñera?

A esposa de um dos mineiros encontrado morto desaba ao receber a notícia das equipes de resgate.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

El Necio - Silvio Rodriguez

video
No início da década de 1990, as grandes gravadoras norte americanas oferecem uma fortuna para Silvio Rodriguez deixar Cuba e se tornar, segundo essas gravadoras, um "ícone da música mundial". Sílvio foi enfático em ficar ao lado da Revolução e não teve medo de dizer: "me vienem a convidar a tanta mierda". Para se tronar mais prazeroso, abaixo publico a letra desta canção revolucionária.

El Necio
(Silvio Rodriguez)

Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su Parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la Revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
Será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy result anecio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.

domingo, 17 de outubro de 2010

As minas do Chile

Na região de Antofagasta, no Chile, das 300 minas hoje exploradas 277 estão funcionando sem normas de segurança. Essa neglgência ocorre com a conivência do presidente Sebastián Piñera, o novo Pop Star latino americano.
Piñera assumiu o legado da extrema direita deixado por Pinochet e entrega o Chile e todas as suas riquezas naturais aos interesses internacionais.
O presidente socialista Salvador Allende, que governou o Chile até o início da década de 1970, depois foi "golpeado" por Pinochet, em 11 de setembro de 1973, nacionalizou toda a mineração chilena e dizia que o minério era o "salário do Chile". Pinochet, e todos os governos que o sucederam fizeram totalmente o contrário, e praticaram a política repressiva aos trabalhadores e sindicatos.
No Chile, é perigoso fazer greve. Os sindicatos dos mineradores já foram fortes, mas sofreram com os anos da ditadura e hoje tentam se reorganizar. Um mineiro recebe hoje, quando tem sorte, o equivalente a pouco mais de três salários mínimos (262 euros por mês).
As famílais dos mineiros resgatados não podem falar, os minneiros não podem falar...300 mineiros que trabalhavam numa outra mina gritavam após o resgate dos 33: "Piñera, somos 300 aqui".
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sábado, 16 de outubro de 2010

Os mineiros da América Latina

Ontem,15, um mineiro chileno morreu soterrado, após o desabamento de uma mina.

Hoje, 16, três mineiros morreram, também soterrados. Eram quatro mineiros que trabalhavam no momento do desabamento, um conseguiu escapar ao soterramento.
A saga dos mineiros continua mesmo depois do ocorrido no Chile. Uma tragédia que o capitalismo transformou em sensacionalismo e tirou praticamente toda a possibilidade de se fazer uma ampla discussão sobre as precárias condições de trabalho dos mineiros em todo o mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os operários das minas

Se estivesse vivo, o que diria Che sobre o ocorrido com os mineiros chilenos?
O grito contra a exploração dos trabalhadores nas minas da América Latina  e de todo o mundo) já foi dado há muito tempo. Che foi um dos quenão se calou diante de tanta exploração, insegurança e precariedade, ao se deparar pela primiera vez com trabalhadores que quase sem rumo, rumavam em busca de um subemprego numa mina qualquer.  Sem ter outra opção, esses operários trabalham em condições subumanas e com alto risco.

A história dos 33 mineiros que ficaram soterrados no deserto do Atacama, no Chile, comove qualquer pessoa. Mas está longe de ser uma novidade. 
Quantos trabalhadores foram soterrados nas milhares de minas do continente sul americano (e do mundo) para oferecer minério com o mais baixo custo possível, e assim, possibilitar o desenvolvimento e a acumulação de riqueza dos países desenvolvidos da Europa e América do Norte?
Ninguém sabe dizer. As mineradoras nem estão preocupadas com isso.
No capitalismo é assim: as forças produtivas se desenvolvem a um nível elevado, mas esse desenvolvimento é utilizado em favor da cada vez maior concentração de riquezas. E nessa história, quem fica em segundo plano é o operário.

Por isso, não se incomodar com o capitalismo é ser desumano. Não buscar sua superação é estar contra o ser humano.





sábado, 9 de outubro de 2010

Transposição das Águas do Rio São Francisco

A grande maioria dos barasileiros acredita que a transposição das águas do Rio São Francisco trará benefícios para os nordestinos sofridos e maltratados pela seca. Essa crença é produto de um discurso disseminado pelo governo federal, que sempre traz uma publicidade distorcida do que realmente está acontecendo no nordeste em relação à transposição do Velho Chico. Os canais construídos para levar água a locais distantes do rio estão provocando um desastre ambiental e prejudicando a vida de milhares de trabalhadores que até  então viviam a sua maneira, precária pode ser, mas viviam bem melhor do que depois da construção dos canais. 


Ao contrário do que se noticia, a transposição beneficia empresas multinacionais produtoras de frutas, que além de causar modificações no curso e na qualidade da água do rio, levam a exploração para milhares de pessoas, que não tendo outra saída, trabalham no plantio e na colheita de frutas com salários baixíssimos. É a mesma história das multinacionais que exploram o trabalho dos sofridos trabalhadores da África, de Cingapura, da Indonésia. É força de trabalho barata, em certa medida, escrava.

Tudo isso acontece com a conivência do governo federal, com verbas públicas que beneficiam única e exclusivamente as multinacionais.

Abaixo, o link de um documentário produzido pela Frente Cearense por uma Nova Cultura da Água - Contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco.

http://www.iela.ufsc.br/?page=noticias_visualizacao&id=1387

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

43 anos sem Che

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário" (Che Guevara).

 
Ernesto Guevara de La Serna terá seu nome para sempre lembrado entre os homens e mulheres que lutam pela liberdade do ser humano. Segundo Marx, na página que encerra o Manifesto do Partido Comunista, o proletariado nada perde com a revolução a não ser suas  cadeias. E o velho camarada mais uma vez estava certo, pois o que o homem explorado no modo de produção capitalista tem a perder com o fim desse modelo de sociedade é apenas sua condição sub-humana. Sendo assim, continua Marx,"[os trabalhadores] têm um mundo a ganhar".
E Che tentou ganhar esse mundo, junto aos trabalhadores revolucinários da guerrilha.
Não há outro sentido na vida de um(a) revolucionário(a) senão a liberdade humana, em todos os sentidos que se possa imaginar. E Che foi um desses revolucionários que colocou se peito à luta, empunhando o fuzil e o livro, a disciplina revolucionária e o amor ao ser humano.
Esse último sentimento sem dúvida foi o que mais animou o querido Che a levar às últimas consequências sua esperança de levar a liberdade do homem cubano aos demais povos do mundo.
Dias atrás perguntaram-me se eu não achava que o Che foi um oportunista. Minha resposta, claro, foi que não. Simplesmente porque acredito que é muito difícil alguém com suas faculdade mentais equilibradas querer ser oportunista no meio da floresta. Que proveito tirar disso? Se ele fosse oportunista, teria ficado em Cuba e, provavelmente, até hoje, seria uma referência para os cubanos e os revolucionário de todo o mundo, assim como Fidel o é.
Mas Che era inquieto demais para recusar o enfrentamento de mais uma possibilidade de sinalizar a libertação de milhões de pessoas. Assim, depois de ir ao Congo, foi à Bolívia, e lutou de cabeça erguida. E morreu, de cabeça erguida.
Che recebe hoje vários adjetivos: louco, assassino, mau pai, péssimo marido. O que se lê  e se ouve sobre ele no lixo da grande imprensa nada surpreende aqueles que com Che estão até hoje, pois nada mais salutar que os cães guardarem o quintal imperialista que os dá sustentação financeira e abastece seus recipientes culturais e artísticos. Do lixo só pode sair lixo.
Acho que a loucura sempre esteve com Che, mas uma loucura que o fazia preferir a liberdade ao medo. Chamar Che de assassino é não compreender que ele sempre lutou numa guerrilha, e naquele momento e lugar, era a via mais segura e eficaz (poucos sabem que a ordem de Che era para que todos os soldados inimigos feridos, capturados com vida durante os confrontos, deveriam ser cuidados como se fossem um revolucionário da  guerrilha). Quanto a ser mau pai, acho difícil um guerrilheiro levar sua família para se arriscar no meio da mata, vejo aí mais responsabilidade de bom pai, que irresponsabilidade de um mau pai, como muitos o taxam. Che não LARGOU sua esposa. Ele pretendia voltar, mas ficou pelo caminho que dava para a liberdade. Ele não voltou para casa, mas deixou várias cartas que demonstram o imenso carinho que sentia pela sua esposa e suas filhas.
Che foi capturado no dia 08 de outubro de 1967 e foi morto no dia seguinte. Morreu dentro de uma escola, alvejado com nove tiros. Aos 39 anos, morria o homem que queria levar a Revolução Cubana à América Latina.

Che vive em todos aqueles que abominam toda e qualquer exploração do homem pelo homem, e que buscam a cada dia aprimorar sua prática revolucionária.

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira" (Che).