terça-feira, 16 de novembro de 2010

COMUNISTAS RETORNAM AO SEU PARTIDO

Em uma cerimônia simples e descontraída, foram recebidos, na sede do Comitê Central do PCB, no Rio de Janeiro, o advogado Celso Soares e o professor universitário Ronaldo Coutinho, militantes comunistas com muita tradição de luta, que retornam ao Partido. Celso e Ronaldo são alguns daqueles inúmeros militantes que, sem deixar de serem militantes comunistas, deixaram o PCB na época do liquidacionismo e da conciliação de classe da maioria do CC, nos anos 80.

Ivan Pinheiro e Eduardo Serra (do Comitê Central) e Paulo Oliveira, secretário de Organização do Comitê Regional do Rio de Janerio, saudaram o reingresso dos dois camaradas, o engajamento de ambos nas causas populares, no combate à ditadura e na defesa do Socialismo, ressaltando também a contribuição importante que trazem ao PCB na construção da teoria da revolução brasileira e na formulação política em geral. Muitos dirigentes e militantes presentes também se manifestaram, e foram lidas diversas mensagens de saudações vindas de vários estados.

Crédito: PCB

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A História faz justiça a Marighella

imagemCrédito: PCB


Decorridos 41 anos - completados hoje - do covarde assassinato de Carlos Marighella, cresce no país o respeito por sua coragem, determinação e militância e o sentimento de que seu nome já se situa, tranquilamente e como medida de justiça, entre os patriotas que mais lutaram pela melhoria de vida, ascensão social, a liberdade e o respeito a todos os direitos do nosso povo.
Marighella - ou Carlos como o chamavam os mais próximos, os familiares e os amigos -  morreu em uma emboscada montada pelas forças de repressão da ditadura militar, à frente o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo. Ele foi inequivocamente um dos quadros políticos mais atuantes de nossa História. Só a reação, e com o assassinato, foi capaz de conter a chama que o animou sempre, a vida inteira, em sua luta pela liberdade e justiça para o nosso povo.
Defensor das causas populares até o limite de pagar mesmo com a vida, como lhe aconteceu, Marighella foi um batalhador por reformas de base como as da educação e agrária e pela soberania nacional. Foi o que o motivou a filiar-se aos 18 anos ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Um combatente em todas as frentes de resistência

A partir daí, lutou em todas as frentes: combateu a ditadura Vargas e a repressão por ela desencadeada; foi deputado federal até a proscrição do PCB (1947); enfrentou a partir de então duas décadas de clandestinidade; resistiu e  enfrentou as forças da nova ditadura, a militar, instaurada em 1964; rompeu com o velho Partidão, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN)  e bateu de frente, o resto dos seus dias, com o regime de exceção instaurado no país.
Sua coragem, luta, ensinamentos e sobretudo seu amor pela liberdade e pela justiça serão sempre um exemplo para todos os brasileiros que, quanto mais o tempo passa, mais lhe são reconhecidos e fazem justiça por ter dedicado sua vida à transformação da realidade dos excluídos e a dar voz aos anseios de liberdade e justiça do nosso povo.
Independente do julgamento que lhe façam os ainda sobreviventes da reação, o que prevalece é o reconhecimento de que Marighella hoje já é História e que esta lhe reserva um lugar entre os grandes da luta pelo progresso e melhorias de nosso país.

Fonte: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=10554

sábado, 30 de outubro de 2010

CHÁVEZ EXPROPRIA EMPRESA DOS EUA QUE DESRESPEITA MEIO AMBIENTE

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou na noite de segunda-feira (25) a expropriação da filial da fabricante americana de embalagens de vidro Owens Illinois, que segundo o governo não respeita o meio ambiente e explora os trabalhadores.
A Owens Illinois é líder mundial na fabricação de embalagens de vidro, com 22.000 funcionários e presença em 21 países.Chávez também aproveitou a oportunidade para acenar com a nacionalização de bancos privados que não colaborarem no desenvolvimento do país com a concessão de créditos. 

Anos de exploração


"Já está pronta a expropriação, Owens Illinois, exproprie-se", disse Chávez em um ato de governo transmitido em rede nacional de rádio e televisão. O presidente acrescentou que trata-se de “uma empresa de capital americano, que tem anos explorando os trabalhadores, destruindo o ambiente no estado Trujillo (oeste) e levando o dinheiro dos venezuelanos".
A empresa americana está presente há 52 anos na Venezuela, onde tem duas fábricas, que produzem embalagens de vidro e garrafas para cervejas e bebidas, além de recipientes para alimentos.

Lista


Chávez destacou ainda que o governo tem uma lista com mais nomes de empresas para expropriação, mas não revelou os nomes. E alertou os ricos banqueiros. "Banco que não quiser colaborar no desenvolvimento nacional deve ser estatizado sem atraso de nenhum tipo. Os bancos privados são obrigados a assumir isto. Não há volta atrás".
Ele citou como exemplo a necessidade de que os bancos concedam créditos para a habitação, uma das principais necessidades dos venezuelanos no momento.
"Não podemos fazer nenhuma concessão aos que não querem contribuir podendo fazê-lo (...), porque nós, sozinhos, não podemos fazer tudo", completou Chávez.
Desde novembro de 2009, mais de 10 bancos, todos de pequeno e médio porte, sofreram intervenção e posteriormente foram liquidados ou nacionalizados por Caracas. O objetivo é "garantir o saneamento do sistema bancário".

Estado forte



O papel do Estado no setor bancário do país ganhou força nos últimos meses, e atualmente concentra mais de 25% do sistema financeiro nacional, principalmente em função da nacionalização do Banco da Venezuela, concluída em 2009.
Nos último 30 dias, Caracas nacionalizou a produtora de lubrificantes Venoco, a empresa de fertilizantes Fertinitro e a Agroisleña, uma empresa com capital espanhol dedicada à produção de químicos agropecuários e suporte tecnológico à agricultura.
Desde 2007, a Venezuela nacionalizou mais de 340 empresas em setores estratégicos como energia elétrica, bancos, cimentos, aço, petróleo e alimentos. Além disso, três milhões de hectares de terras consideradas improdutivas foram resgatadas para a produção, nas palavras do governo, desde a chegada de Chávez ao poder. O reforço do papel do Estado na economia, em contraposição às políticas de “Estado mínimo” dos governos neoliberais, é um dos caminhos da revolução bolivariana na direção do socialismo do século XXI.


Fonte: http://pcb.org.br/portal/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nota política do PCB para o segundo turno

(Nota Política do PCB)

"DERROTAR SERRA NAS URNAS E DEPOIS DILMA NAS RUAS"

O PCB apresentou, nas eleições de 2010, através da candidatura de Ivan Pinheiro, uma alternativa socialista para o Brasil que rompesse com o consenso burguês, que determina os limites da sociedade capitalista como intransponíveis. As candidaturas do PCO, do PSOL e do PSTU também cumpriram importante papel neste contraponto.
Hoje, mais do que nunca, torna-se necessário que as forças socialistas busquem constituir uma alternativa real de poder para os trabalhadores, capaz de enfrentar os grandes problemas causados pelo capitalismo e responder às reais necessidades e interesses da maioria da população brasileira.
Estamos convencidos de que não serão resolvidos com mais capitalismo os problemas e as carências que os trabalhadores enfrentam, no acesso à terra e a outros direitos essenciais à vida como emprego, educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, segurança, cultura e lazer. Pelo contrário, estes problemas se agravam pelo próprio desenvolvimento capitalista, que mercantiliza a vida e se funda na exploração do trabalho. Por isso, nossa clara defesa em prol de uma alternativa socialista.
Mais uma vez, a burguesia conseguiu transformar o segundo turno numa disputa no campo da ordem, através do poder econômico e da exclusão política e midiática das candidaturas socialistas, reduzindo as alternativas a dois estilos de conduzir a gestão do capitalismo no Brasil, um atrelando as demandas populares ao crescimento da economia privada com mais ênfase no mercado; outro, nos mecanismos de regulação estatal a serviço deste mesmo mercado.
Neste sentido, o PCB não participará da campanha de nenhum dos candidatos neste segundo turno e se manterá na oposição, qualquer que seja o resultado do pleito. Continuaremos defendendo a necessidade de construirmos uma Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, permanente, para além das eleições, que conquiste a necessária autonomia e independência de classe dos trabalhadores para intervirem com voz própria na conjuntura política e não dublados por supostos representantes que lhes impõem um projeto político que não é seu.
O grande capital monopolista, em todos os seus setores - industrial, comercial, bancário, serviços, agronegócio e outros - dividiu seu apoio entre estas duas candidaturas. Entretanto, a direita política, fortalecida e confiante, até pela opção do atual governo em não combatê-la e com ela conciliar durante todo o mandato, se sente forte o suficiente para buscar uma alternativa de governo diretamente ligado às fileiras de seus fiéis e tradicionais vassalos. Estrategicamente, a direita raciocina também do ponto de vista da América Latina, esperando ter papel decisivo na tentativa de neutralizar o crescimento das experiências populares e anti-imperialistas, materializadas especialmente nos governos da Venezuela, da Bolívia e, principalmente, de Cuba socialista.
As candidaturas de Serra e de Dilma, embora restritas ao campo da ordem burguesa, diferem quanto aos meios e formas de implantação de seus projetos, assim como se inserem de maneira diferente no sistema de dominação imperialista. Isto leva a um maior ou menor espaço de autonomia e um maior ou menor campo de ação e manobra para lidar com experiências de mudanças em curso na América Latina e outros temas mundiais. Ou seja, os dois projetos divergem na forma de inserir o capitalismo brasileiro no cenário mundial.
Da mesma forma, as estratégias de neutralização dos movimentos populares e sindicais, que interessa aos dois projetos em disputa, diferem quanto à ênfase na cooptação política e financeira ou na repressão e criminalização.
Outra diferença é a questão da privatização. Embora o governo Lula não tenha adotado qualquer medida para reestatizar as empresas privatizadas no governo FHC, tenha implantado as parcerias público-privadas e mantido os leilões do nosso petróleo, um governo demotucano fará de tudo para privatizar a Petrobrás e entregar o pré-sal para as multinacionais.
Para o PCB, estas diferenças não são suficientes qualitativamente para que possamos empenhar nosso apoio ao governo que se seguirá, da mesma forma que não apoiamos o governo atual e o governo anterior. A candidatura Dilma move-se numa trajetória conservadora, muito mais preocupada em conciliar com o atraso e consolidar seus apoios no campo burguês do que em promover qualquer alteração de rumo favorável às demandas dos trabalhadores e dos movimentos populares. Contra ela, apesar disso, a direita se move animada pela possibilidade de vitória no segundo turno, agitando bandeiras retrógradas, acenando para uma maior submissão aos interesses dos EUA e ameaçando criminalizar ainda mais as lutas sociais.
O principal responsável por este quadro é o próprio governo petista que, por oito anos, não tomou medida alguma para diminuir o poderio da direita na acumulação de capital e não deu qualquer passo no sentido da democratização dos meios de comunicação, nem de uma reforma política que permitisse uma alteração qualitativa da democracia brasileira em favor do poder de pressão da população e da classe trabalhadora organizada, optando pelas benesses das regras do viciado jogo político eleitoral e o peso das máquinas institucionais que dele derivam.
Considerando essas diferenças no campo do capital e os cenários possíveis de desenvolvimento da luta de classes - mas com a firme decisão de nos mantermos na oposição a qualquer governo que saia deste segundo turno - o PCB orienta seus militantes e amigos ao voto contra Serra.
Com o possível agravamento da crise do capitalismo, podem aumentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas e a repressão aos movimentos populares. A resistência dos trabalhadores e o seu avanço em novas conquistas dependerão muito mais de sua disposição de luta e de sua organização e não de quem estiver exercendo a Presidência da República.
Chega de ilusão: o Brasil só muda com revolução!
PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
COMITÊ CENTRAL

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ONU aprova suspensão do embargo norte-americano a Cuba


Documento foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra e 3 abstenções

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nessa terça-feira a suspensão do embargo norte-americano imposto a Cuba, em vigor desde 1962. Essa é a 19ª vez consecutiva em que o órgão coloca em votação a questão do bloqueio promovido pelos EUA contra a ilha caribenha, em que o colegiado de todas as nações que compõem a ONU aprovam o fim do bloqueio financeiro e comercial ao país.
O documento que decide pelo fim imediato do bloqueio a Cuba foi aprovado com 187 votos a favor, 2 contra (Estados Unidos e Israel) e 3 abstenções (Ilhas Marshall, República de Palau e Estados Federados da Micronésia - satélites dos EUA, mas que ainda assim não repetiram o voto contra, se abstendo no pleito).
Estimativas oficiais do governo cubano indicam que o embargo imposto há 48 anos causa prejuízos que somavam cerca de US$ 751,3 bilhões até dezembro de 2009. O bloqueio envolve restrições econômicas, financeiras, políticas e diplomáticas; sobrevivendo às custas de interesses das máfias e cartéis reacionários e fascistas, que empregam além do embargo citado, também táticas sujas de desestabilização e terrorismo para derrubar o Estado Cubano.
Para as autoridades cubanas e a comunidade internacional, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demonstra boa vontade para recuar na adoção do embargo. Assim como parte de suas promessas de campanha, como o fim das guerras, Obama se "esqueceu" de levantar as asfixiantes restrições que partem do seu governo contra a população cubana, e oferece a Cuba a mesma mão que Bush e seus antecessores: um punho cerrado segurando um punhal.

Daniel Oliveira - com fontes internacionais (Agência Lusa e Xinhua)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bolívia, de Evo Morales, reduz idade para aposentadoria





Enquanto na Europa tentam aumentar a idade de reforma e reduzir as pensões, na Bolívia o governo de Evo Morales lança um projecto de lei que reduz a idade da jubilação de 65 para 58 anos para os homens e de 62 para 56 anos para as mulheres.
"Esta mudança é necessária. Nosso povo foi durante anos agravado. O tipo de trabalho que a maioria da população realiza é muito pesado. A diminuição da idade de reforma para os mineiros deve ser maior, para os 56 anos, e para os que vão ao fundo das minas deve diminuir para os 51 anos", afirmou o presidente Evo Morales.
O vice-presidente, Álvaro García Linera, ressaltou qu o projeto rompe com o processo neoliberal engendrado pela lei de 1996.(...)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O drama continua

Foram encontrados os últimos corpos dos quatro mineiros soterrados desde a semana passada em uma mina no Equador. O drama dos mineradores na América Latina continua. O capitalismo continua fazendo suas vítimas por aqui e nos quatro cantos do mundo. Cadê a solidariedade dos presidentes que ligaram para Sebastián Piñera, presidente do Chile, durante o resgate dos 33 mineiros? Se estivessem realmente preocupados com a situação dos mineiros da América Latina não deveriam organizar uma discussão sobre a criação de uma nova legislação da exploração de minérios no subsolo?
Onde está Obama, Lula,Sarkozy e Piñera?

A esposa de um dos mineiros encontrado morto desaba ao receber a notícia das equipes de resgate.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

El Necio - Silvio Rodriguez

No início da década de 1990, as grandes gravadoras norte americanas oferecem uma fortuna para Silvio Rodriguez deixar Cuba e se tornar, segundo essas gravadoras, um "ícone da música mundial". Sílvio foi enfático em ficar ao lado da Revolução e não teve medo de dizer: "me vienem a convidar a tanta mierda". Para se tronar mais prazeroso, abaixo publico a letra desta canção revolucionária.

El Necio
(Silvio Rodriguez)

Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su Parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la Revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
Será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy result anecio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.

domingo, 17 de outubro de 2010

As minas do Chile

Na região de Antofagasta, no Chile, das 300 minas hoje exploradas 277 estão funcionando sem normas de segurança. Essa neglgência ocorre com a conivência do presidente Sebastián Piñera, o novo Pop Star latino americano.
Piñera assumiu o legado da extrema direita deixado por Pinochet e entrega o Chile e todas as suas riquezas naturais aos interesses internacionais.
O presidente socialista Salvador Allende, que governou o Chile até o início da década de 1970, depois foi "golpeado" por Pinochet, em 11 de setembro de 1973, nacionalizou toda a mineração chilena e dizia que o minério era o "salário do Chile". Pinochet, e todos os governos que o sucederam fizeram totalmente o contrário, e praticaram a política repressiva aos trabalhadores e sindicatos.
No Chile, é perigoso fazer greve. Os sindicatos dos mineradores já foram fortes, mas sofreram com os anos da ditadura e hoje tentam se reorganizar. Um mineiro recebe hoje, quando tem sorte, o equivalente a pouco mais de três salários mínimos (262 euros por mês).
As famílais dos mineiros resgatados não podem falar, os minneiros não podem falar...300 mineiros que trabalhavam numa outra mina gritavam após o resgate dos 33: "Piñera, somos 300 aqui".
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sábado, 16 de outubro de 2010

Os mineiros da América Latina

Ontem,15, um mineiro chileno morreu soterrado, após o desabamento de uma mina.

Hoje, 16, três mineiros morreram, também soterrados. Eram quatro mineiros que trabalhavam no momento do desabamento, um conseguiu escapar ao soterramento.
A saga dos mineiros continua mesmo depois do ocorrido no Chile. Uma tragédia que o capitalismo transformou em sensacionalismo e tirou praticamente toda a possibilidade de se fazer uma ampla discussão sobre as precárias condições de trabalho dos mineiros em todo o mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os operários das minas

Se estivesse vivo, o que diria Che sobre o ocorrido com os mineiros chilenos?
O grito contra a exploração dos trabalhadores nas minas da América Latina  e de todo o mundo) já foi dado há muito tempo. Che foi um dos quenão se calou diante de tanta exploração, insegurança e precariedade, ao se deparar pela primiera vez com trabalhadores que quase sem rumo, rumavam em busca de um subemprego numa mina qualquer.  Sem ter outra opção, esses operários trabalham em condições subumanas e com alto risco.

A história dos 33 mineiros que ficaram soterrados no deserto do Atacama, no Chile, comove qualquer pessoa. Mas está longe de ser uma novidade. 
Quantos trabalhadores foram soterrados nas milhares de minas do continente sul americano (e do mundo) para oferecer minério com o mais baixo custo possível, e assim, possibilitar o desenvolvimento e a acumulação de riqueza dos países desenvolvidos da Europa e América do Norte?
Ninguém sabe dizer. As mineradoras nem estão preocupadas com isso.
No capitalismo é assim: as forças produtivas se desenvolvem a um nível elevado, mas esse desenvolvimento é utilizado em favor da cada vez maior concentração de riquezas. E nessa história, quem fica em segundo plano é o operário.

Por isso, não se incomodar com o capitalismo é ser desumano. Não buscar sua superação é estar contra o ser humano.





sábado, 9 de outubro de 2010

Transposição das Águas do Rio São Francisco

A grande maioria dos barasileiros acredita que a transposição das águas do Rio São Francisco trará benefícios para os nordestinos sofridos e maltratados pela seca. Essa crença é produto de um discurso disseminado pelo governo federal, que sempre traz uma publicidade distorcida do que realmente está acontecendo no nordeste em relação à transposição do Velho Chico. Os canais construídos para levar água a locais distantes do rio estão provocando um desastre ambiental e prejudicando a vida de milhares de trabalhadores que até  então viviam a sua maneira, precária pode ser, mas viviam bem melhor do que depois da construção dos canais. 


Ao contrário do que se noticia, a transposição beneficia empresas multinacionais produtoras de frutas, que além de causar modificações no curso e na qualidade da água do rio, levam a exploração para milhares de pessoas, que não tendo outra saída, trabalham no plantio e na colheita de frutas com salários baixíssimos. É a mesma história das multinacionais que exploram o trabalho dos sofridos trabalhadores da África, de Cingapura, da Indonésia. É força de trabalho barata, em certa medida, escrava.

Tudo isso acontece com a conivência do governo federal, com verbas públicas que beneficiam única e exclusivamente as multinacionais.

Abaixo, o link de um documentário produzido pela Frente Cearense por uma Nova Cultura da Água - Contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco.

http://www.iela.ufsc.br/?page=noticias_visualizacao&id=1387

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

43 anos sem Che

"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário" (Che Guevara).

 
Ernesto Guevara de La Serna terá seu nome para sempre lembrado entre os homens e mulheres que lutam pela liberdade do ser humano. Segundo Marx, na página que encerra o Manifesto do Partido Comunista, o proletariado nada perde com a revolução a não ser suas  cadeias. E o velho camarada mais uma vez estava certo, pois o que o homem explorado no modo de produção capitalista tem a perder com o fim desse modelo de sociedade é apenas sua condição sub-humana. Sendo assim, continua Marx,"[os trabalhadores] têm um mundo a ganhar".
E Che tentou ganhar esse mundo, junto aos trabalhadores revolucinários da guerrilha.
Não há outro sentido na vida de um(a) revolucionário(a) senão a liberdade humana, em todos os sentidos que se possa imaginar. E Che foi um desses revolucionários que colocou se peito à luta, empunhando o fuzil e o livro, a disciplina revolucionária e o amor ao ser humano.
Esse último sentimento sem dúvida foi o que mais animou o querido Che a levar às últimas consequências sua esperança de levar a liberdade do homem cubano aos demais povos do mundo.
Dias atrás perguntaram-me se eu não achava que o Che foi um oportunista. Minha resposta, claro, foi que não. Simplesmente porque acredito que é muito difícil alguém com suas faculdade mentais equilibradas querer ser oportunista no meio da floresta. Que proveito tirar disso? Se ele fosse oportunista, teria ficado em Cuba e, provavelmente, até hoje, seria uma referência para os cubanos e os revolucionário de todo o mundo, assim como Fidel o é.
Mas Che era inquieto demais para recusar o enfrentamento de mais uma possibilidade de sinalizar a libertação de milhões de pessoas. Assim, depois de ir ao Congo, foi à Bolívia, e lutou de cabeça erguida. E morreu, de cabeça erguida.
Che recebe hoje vários adjetivos: louco, assassino, mau pai, péssimo marido. O que se lê  e se ouve sobre ele no lixo da grande imprensa nada surpreende aqueles que com Che estão até hoje, pois nada mais salutar que os cães guardarem o quintal imperialista que os dá sustentação financeira e abastece seus recipientes culturais e artísticos. Do lixo só pode sair lixo.
Acho que a loucura sempre esteve com Che, mas uma loucura que o fazia preferir a liberdade ao medo. Chamar Che de assassino é não compreender que ele sempre lutou numa guerrilha, e naquele momento e lugar, era a via mais segura e eficaz (poucos sabem que a ordem de Che era para que todos os soldados inimigos feridos, capturados com vida durante os confrontos, deveriam ser cuidados como se fossem um revolucionário da  guerrilha). Quanto a ser mau pai, acho difícil um guerrilheiro levar sua família para se arriscar no meio da mata, vejo aí mais responsabilidade de bom pai, que irresponsabilidade de um mau pai, como muitos o taxam. Che não LARGOU sua esposa. Ele pretendia voltar, mas ficou pelo caminho que dava para a liberdade. Ele não voltou para casa, mas deixou várias cartas que demonstram o imenso carinho que sentia pela sua esposa e suas filhas.
Che foi capturado no dia 08 de outubro de 1967 e foi morto no dia seguinte. Morreu dentro de uma escola, alvejado com nove tiros. Aos 39 anos, morria o homem que queria levar a Revolução Cubana à América Latina.

Che vive em todos aqueles que abominam toda e qualquer exploração do homem pelo homem, e que buscam a cada dia aprimorar sua prática revolucionária.

"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira" (Che).


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mais um revolucionário assassinado pelos EUA

imagemCrédito: ODiario.info


Miguel Urbano Rodrigues

A morte do comandante Jorge Briceño, das FARC, foi apresentada pelo sistema mediático controlado pelo imperialismo como «grande vitória da democracia sobre o terrorismo» e festejada pelo presidente dos EUA e pela maioria dos governantes da União Europeia.
A mentira e a calúnia podem manipular a informação e enganar centenas de milhões de pessoas, mas não fazem História.
O comandante Jorge Briceño, nome de guerra de Victor Suarez, conhecido na Colômbia como Mono Jojoy – «homem branco», no dialecto das tribos amazónicas da Região – foi um estratego militar de prestígio continental e um revolucionário exemplar que dedicou a vida ao combate pela libertação do seu povo, oprimido pela oligarquia mais corrupta e sanguinária da América Latina.
A sua morte culminou numa operação de custo milionário em que participaram a Força Aérea, a Polícia, os serviços de inteligência, o Exército e a Marinha da Colômbia com a colaboração de Israel, da CIA e do Pentágono.
O crime começou a ser preparado cientificamente há quatro anos quando, numa bota de Mono Jojoy foi colocado um chip que permitia via satélite GPS acompanhar a sua movimentação nas densas florestas dos Departamento do Meta e do Caquetá, praticamente controladas pelo Bloco Oriental das Forças Armadas Revolucionárias – FARC, por ele comandado.
O cerco dos acampamentos do comandante Briceño, nas Serranias de La Macarena, principiou no dia 21 de Setembro. Segundo fontes oficiais, o bombardeamento das instalações, que abrangiam numerosas e profundas cavernas naturais nas escarpas da montanha, foi devastador. 20 Aviões e 37 helicópteros lançaram, no dia 22, sobre uma área reduzida, 100 bombas num total de 50 toneladas.
No ataque foram utilizadas armas e tecnologia que os EUA somente fornecem a Israel e à Colômbia.
A intervenção posterior de forças terrestres da VII Brigada do Exército encontrou, segundo o governo de Juan Manuel Santos, forte resistência das FARC. Nos combates que ainda prosseguem na Região, o Exército reconheceu ter sofrido numerosas baixas, entre feridos e mortos.

A TRAIÇÃO
Tal como ocorreu com a operação encenada cujo desfecho foi a mal chamada «libertação» de Ingrid Bettencourt, a traição de alguns guerrilheiros está na origem do assassínio do Jorge Briceño. Sem ela, a localização do acampamento e do lugar exacto onde se encontrava o comandante na hora do ataque, não teriam sido viáveis. Aliás, somente o segundo bombardeamento, realizado com bombas «inteligentes» de grande precisão, atingiu o objectivo: matar Jorge Briceño
Mono Jojoy sofria de uma diabetes avançada. Por suportar mal as botas da guerrilha, usava umas ortopédicas, especiais. Segundo informações divulgadas pelo Governo e pelo Exército, o responsável pela Intendência das FARC incumbido de comprar esse calçado entrou em contacto com os serviços de inteligência que introduziram o minúsculo chip numa dessas botas.
Cabe esclarecer que o Governo de Uribe – o anterior presidente – tinha criado um prémio equivalente a dois milhões de euros para quem contribuísse para a «captura ou morte» do chefe guerrilheiro.
A fixação da data para a operação – intitulada pelo governo «Boas Vindas às FARC» e «Sodoma» pelas Forças Armadas – foi antecipada porque nas últimas semanas a organização guerrilheira, desmentindo a propaganda oficial que a apresentava como moribunda, retomara a iniciativa em múltiplas frentes, numa demonstração da sua vitalidade.
Em Agosto e Setembro, em ataques de surpresa e embocadas, nos Departamentos do Caquetá e do Meta, foram abatidos em combate 90 elementos do Exército e da Polícia.
Simultaneamente, o Secretariado do Estado Maior Central das FARC reafirmava a sua disponibilidade para negociar com o novo governo a paz desejada pelo povo colombiano e dirigia-se à UNASUL, solicitando uma reunião em que pudesse expor e defender o seu projecto de uma verdadeira paz social para o País.
O presidente títere José Manuel Santos, com o aval de Washington, tomou então a decisão de montar o ataque à Serra de La Macarena cujo desfecho foi o assassínio do comandante Jorge Briceño e de alguns dos seus camaradas.

OS PARABÉNS DE OBAMA
Jorge Briceño é qualificado pelos media de Bogotá e dos EUA de assassino, terrorista feroz e narcotraficante. A linguagem costumeira para designar os dirigentes das FARC.
Essas calúnias e insultos estão desacreditados na América Latina. As forças progressistas do Continente e milhões de trabalhadores identificavam em Briceño um revolucionário de fibra, sabem que ele foi desde a juventude um comunista coerente. Ao oferecer um prémio gigantesco pela sua cabeça, o governo de Uribe demonstrou o respeito que lhe inspirava a capacidade de Mono Jojoy como estratego. Nas cordilheiras e nas selvas colombianas ele, combatendo, adquirira um prestígio quase lendário, emergindo como um símbolo da invencibilidade das FARC. Muitas vezes lhe anunciaram a morte para depois a desmentirem.
O general Padilla, quando comandante-chefe do Exército, dirigiu-lhe um apelo para que se rendesse, oferecendo-lhe garantias se o atendesse. Briceño, em resposta irónica, disse-lhe que uma organização revolucionária que lutava há quase quatro décadas somente deporia as armas quando o povo da Colômbia fosse libertado.
Em 2001, quando as FARC, na cidade de La Macarena, não longe da Serra do mesmo nome – libertaram unilateralmente cerca de 300 soldados e polícias capturados em combate, tive a oportunidade de conhecer e saudar Mono Jojoy. A troca de palavras foi breve porque ele era assediado por embaixadores ocidentais da Comissão Facilitadora da Paz então existente que admiravam o seu talento de estratego. Recordo que nessa jornada o interrogaram sobre a proeza militar que fora a tomada da cidade de Mitú na fronteira da Venezuela numa ofensiva fulminante de Briceño que humilhou os generais colombianos. As FARC combatiam então em 60 Frentes. Vi um vídeo do acontecimento. O discurso que na época dirigiu à população, concentrada na praça principal da cidade, foi uma peça de oratória revolucionária divulgada inclusive por grandes jornais da América Latina.
Compreende-se o ódio da oligarquia colombiana ao estratego das FARC.
Para o matar tiveram de mobilizar milhares de homens e dezenas de aeronaves e de gastar milhões para comprar a consciência de traidores. Agora exibem-lhe o cadáver como troféu.
O presidente dos EUA, numa atitude abjecta, saudou o seu colega colombiano pelo crime. Abraçou-o na Assembleia-Geral da ONU, anunciou um aprofundamento da aliança com o regime fascista de Bogotá, e declarou, eufórico: «sublinho a liderança do presidente Santos e felicito-o porque ontem foi um grande dia para a Colômbia, em que as suas forças armadas realizaram um extraordinário trabalho (…) O presidente da Colômbia pode contar com todo o nosso apoio».
Essa a noção que o imperialismo tem da ética.
Mas Obama e Santos podem insultar o comandante Briceño, chamar-lhe bandido, assassino e terrorista que as suas calúnias não têm o poder de apagar a grandeza do guerrilheiro caído em combate.
Os nomes de Uribe, de Santos e dos generais que o assassinaram serão em breve esquecidos. Não o de Mono Jojoy, revolucionário e soldado da tempera de Bolívar, Sucre, Artigas. Com o tempo subirão da terra pelas Américas estatuas do heróico comandante das FARC. Será recordado com admiração e orgulho pelas futuras gerações,tal como o de Manuel Marulanda, fundador das FARC

V.N de Gaia, 26 de Setembro de 2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

NÃO VOTE INÚTIL


imagemCrédito: PCB


NÃO VOTE INÚTIL.
TOME PARTIDO NO PRIMEIRO TURNO.
ESCOLHA A MELHOR ALTERNATIVA DE ESQUERDA E NÃO O CAPITALISMO “MENOS RUIM”. 


Nos últimos anos, os processos eleitorais caracterizam-se pela completa despolitização e o debate ideológico se apresenta como se só houvesse um projeto para a humanidade, o da burguesia. Cada vez mais as campanhas dos partidos da ordem baseiam-se em grandes produções midiáticas, em que buscam vender candidatos que melhor se apresentam para gerenciar a máquina pública em favor dos interesses capitalistas.
Nas eleições deste ano o quadro não é diferente. Em vários aspectos, há uma americanização da disputa eleitoral: a mercantilização crescente do processo leva à falsa polarização entre duas coligações representantes da ordem burguesa. As classes dominantes tentam impor ao povo brasileiro uma polarização artificial.
Nenhum dos candidatos do sistema se propõe a enfrentar o grande poder dos bancos, das grandes empresas e do agronegócio. Mas o jogo midiático eleitoral os apresenta como adversários inconciliáveis. Para tanto, manipulam a opinião pública e excluem os partidos de esquerda nos grandes jornais e sobretudo nos espaços e debates na televisão.
Nesta conjuntura, torna-se fora de propósito a defesa do chamado “voto útil”, mais ainda em se tratando de uma eleição em dois turnos, que cria a oportunidade, no primeiro turno, do voto ideológico, do voto em quem se acredita de verdade, do voto no melhor candidato e não no “menos ruim”. A justificativa do voto útil não tem o menor sentido, menos ainda quando as pesquisas eleitorais apontam para a possível solução da disputa já no primeiro turno.
Agora, portanto, é hora do voto consciente. O voto da identidade da esquerda. O voto pelas transformações sociais. O voto para a construção de um futuro socialista em nosso país.
A esquerda não pode votar rebaixada neste primeiro turno. Em nome de nosso próprio futuro, é necessário reafirmar a identidade da esquerda e demonstrar o inconformismo com o capitalismo e a ordem burguesa.
Não se pode esquecer que nosso país se transformou no paraíso dos banqueiros e dos grandes capitalistas. Se o governo FHC implantou o neoliberalismo e alienou o patrimônio público, nunca esses setores lucraram tanto como no governo Lula, que aprofundou a reforma da previdência, implantou as PPPs, aprovou as novas leis das S/A e de falências, para favorecer o grande capital; que financiou o grande capital monopolista e o agronegócio, com juros baratos e dinheiro público; o mesmo governo que inviabilizou a reforma agrária tão prometida no passado.
Se as pesquisas estiverem corretas, serão mais quatro anos de governo para os ricos, com apenas mais algumas migalhas para os pobres e desta vez com Michel Temer de Vice e o PMDB com uma força inaudita.
Por isso, a esquerda tem a responsabilidade de reafirmar seu compromisso com as transformações sociais e a causa socialista.
Nesse sentido, o PCB, reconstruído revolucionariamente, por suas propostas, sua história, sua participação nas lutas sociais e seu internacionalismo militante, se apresenta com autoridade política para cumprir o papel de estuário do voto ideológico da esquerda que não se rendeu, do voto que pensa na frente de esquerda para além das eleições.
É o voto pela revolução socialista e em defesa das lutas dos trabalhadores no Brasil e em todo o mundo. O voto de repúdio à ação do imperialismo no planeta, de apoio aos povos e governos responsáveis pelas transformações sociais na América Latina, de solidariedade incondicional a Cuba Socialista, de apoio militante ao Estado Palestino.
Com sua coerência e firmeza, sem concessão na sua linha política em troca do voto, o PCB se credencia para contribuir na construção da Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, a frente política e social que irá liderar o processo de transformações revolucionárias em nosso país.
Por entender que não está sozinho neste caminho, o PCB também compreende a importância do fortalecimento dos demais partidos da verdadeira esquerda nestas eleições. O voto na esquerda é fundamental para que se possa construir na prática o grande movimento político e social que irá desencadear o processo de mudanças no Brasil.
Não deixe que a direita escolha a “esquerda” por você. Escolha você mesmo. Resista à tentativa de esmagamento da verdadeira esquerda. Não vote inútil. Não escolha a forma de gestão do capitalismo. Vote útil, no socialismo.

Quem sabe faz agora, não espera acontecer.

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2010.
Comissão Política Nacional – Comitê Central do PCB