sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Educação a distância

A educação a distância, desde quando ganhou expressão no Brasil, a partir de meados da década de 1990, quando a LDB de 1996 legitimou essa modalidade de educação, vem gerando grandes discussões entre os intelectuais que se propõem a debater a educação de um modo geral.

Na década de 1990, a educação a distância, ainda sem expressividade no Brasil, resumia-se numa modalidade de educação por correspondências. A comunicação entre professores e alunos se dava por meio dos Correios, que transportavam os textos e exercícios utilizados pelos indivíduos envolvidos nessa modalidade educacional.

No entanto, com o inevitável avanço da internet, também tornou-se inevitável a migração da educação a distância para a versão on line, na qual foi possível assistir a aulas em tempo real, por meio de vídeo-aulas produzidas especificamente para um público especial, a saber, os estudantes da educação a distância.

O avanço tecnológico alavancou também o crescimento dessa nova modalidade de ensino, que passou a ser mais acessível e com um custo mais reduzido para os estudantes. Estima-se que há cinco anos atrás apenas 220 mil estudantes estudavam em aulas não presenciais, número que espantosamente cresceu para 1,2 milhões de estudantes, nesse final da primeira década do século XXI.

Sem dúvida, existe uma euforia acerca do crescimento do ensino a distância no Brasil e esse fato ocorre, a meu ver, por dois fatores que são primordiais, quando analisamos o ensino não presencial, a saber, a inserção de uma grande quantidade de pessoas na educação formal (a distância) e a necessidade mercadológica de se produzir mais um meio para gerar lucro (a educação como mercadoria).

Em uma sociedade em que se torna cada vez mais necessário qualificar-se em alguma profissão e, principalmente, ter uma profissão, qualquer oportunidade que se ofereça terá uma boa aceitação, e mais do que isso, terá uma grande procura. Assim, oferta-se uma mercadoria atraente e sempre existirá alguém pronto para comprá-la. A circulação de ideias, e dentre estas, a de que é necessário ter um diploma de ensino superior para se conseguir um bom emprego e uma (in)certa estabilidade profissional e financeira, gera uma grande procura por uma modalidade de ensino que é acessível àqueles que dificilmente se veem num curso superior presencial. Em um país onde a educação básica, fundamental e média não dá conta do desenvolvimento humano e intelectual dos indivíduos, a educação à distância, enquanto modalidade de ensino superior de fácil acesso se torna a primeira e talvez a única opção de estar entre aqueles que compõem a pequena parcela da sociedade que possui um diploma do ensino superior. Nesse sentido, corre-se o risco de deixar de lado o debate pelo aumento do número de vagas no ensino superior público e aceitar o ensino a distância sem questioná-lo, porque essa modalidade de ensino responde à necessidade imediata daqueles que querem cursar o ensino superior, mas que não conseguem entrar pela via excludente chamada vestibular.

Dentre os vários discursos que foram desenvolvidos para defender o ensino a distância, destaca-se aquele que estabelece uma comparação entre o Brasil e os países economicamente desenvolvidos, onde, segundo algumas pessoas, a educação a distância deu certo. Nesse caso, há um consenso de que o Brasil é diferente desses países no aspecto econômico, pois se trata de uma economia em desenvolvimento. Entretanto, quando o assunto é educação, tudo parece muito igual, para não dizer idêntico, uma vez que querem reproduzir por aqui um modelo de educação que pode ter dado certo nesses países desenvolvidos, mas que pode não dar certo no Brasil, dadas as grandes diferenças existentes entre essas nações.

Se economicamente o Brasil, até pouco tempo atrás, era considerado um país de terceiro mundo, também o era na questão educacional (nessa questão ainda é), e portanto, é necessário estabelecer uma diferença nas condições em que esse modelo foi desenvolvido “lá fora” e em quais será desenvolvido aqui no Brasil e, principalmente, qual era a finalidade da educação a distância nos países desenvolvidos e qual é a finalidade aqui no Brasil. Ora, se economicamente existe disparidades entre o Brasil e os chamados países do primeiro mundo, todas as demais partes da sociedade (o sistema educacional é uma delas) acompanham essa disparidade. Assim, o discurso lógico que existe em torno da educação a distância, afirmando que se deu certo “lá fora” dará certo aqui no Brasil é descontextualizado e dissemina uma idéia rasteira acerca da complexidade que existe em acerca do ensino não presencial.

Embora acredite que a educação a distância tenha mais pontos negativos que positivos, é preciso reconhecer que essa modalidade de ensino é importante para possibilitar a inclusão de pessoas que vivem em regiões longínquas e que dificilmente teriam acesso a um determinado conhecimento sistematizado se não fosse por meio da educação a distância. No entanto, esse pensamento não pode pautar todas as ações acerca do ensino não presencial. Existem regiões onde há universidades e faculdades públicas e privadas, mas que co-existem, nesse mesmo espaço, o ensino não presencial. Assim, o discurso do ensino a distância como meio de inclusão já não serve para esse contexto, e infelizmente, acaba se sobrepondo à complexidade que envolve o problema relacionado ao número reduzido de vagas no ensino superior público no Brasil. E de modo algum, o ensino a distância é a melhor maneira para transformar essa realidade.

Em contraponto à educação a distância, temos a educação presencial que se resume no ensino em que aluno e professor compartilham o espaço da sala de aula diariamente e no qual o professor atua como mediador entre o conhecimento científico e os saberes que o aluno já domina, oriundos de sua (com)vivência social. A educação formal presencial é defendida pela grande maioria dos intelectuais que se propõem a discutir educação e ensino, pois é nesse modelo que os estímulos e as possibilidades para o aprendizado ocorrem ou deveriam ocorrer com mais eficácia. Sem cair no erro de generalizar e dizer que o ensino presencial é totalmente eficaz e que o ensino a distância não oferece boas condições para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra com qualidade, prefiro optar pelo ensino presencial e discutir e apresentar soluções para a superação de seus principais problemas. A educação não presencial é necessária para algumas situações (como a já apontada acima), mas da maneira como vem sendo tratada, temo o perigoso juízo de que ela pode, a qualquer momento e em qualquer lugar, substituir a educação presencial.

Alex Dancini

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Personalidade da globalização


Lula está entre as 100 principais personalidades mundiais de 2009. Por onde passa, a euforia toma conta dos representantes políticos que o recebem. Lula é atualmente um dos maiores representantes do capital em todo o mundo e com suas medidas que agrada a Gregos e Troianos tem uma aceitação invejável em seu país e principalmente fora dele.

A atitude revolucionária que deve pautar as ações da esquerda revolucionária do século XXI muitas vezes se confunde com os ideais da social democracia desde há muito criticada por Marx e Engels. Com medidas reformistas ao invés de revolucionárias, o governo Lula constitui um quadro político de coalizão, entre partidos de direita e de esquerda, a grosso modo, os representantes do capital e os do proletariado. De um lado ajuda-se os banqueiros e os monopólios com o despejo de dinheiro do Estado nessas instituições, e de outro ajuda-se os trabalhadores que se encontram em situações deploráveis, por meio de programas sociais. Caminham lado a lado, portanto, as duas extremidades desse modelo de sociedade injusto e perverso, o qual nos leva a um caminho um tanto quanto certo, a saber, à degradação das relações humanas, à destruição sem limites da natureza, numa palavra, nos leva à sociedade da barbárie.

As crises do sistema capitalista sempre trouxeram preocupações tanto para os donos do capital quanto para a classe trabalhadora, mas deixaram as piores marcas nos trabalhadores de todo o mundo. Na crise que o capitalismo está atravessando, embora muitos economistas afirmem já estarmos no final dela, não é diferente. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos, e aqueles que continuaram trabalhando tiveram seus salários reduzidos. Demissões em massa por toda a parte do mundo colocaram trabalhadores no olho da rua com a perspectiva de um futuro totalmente incerto e numa trágica situação econômica. Por outro lado, as corporações que viram suas reservas fiscais se esgotarem a atingiram altos déficits na balança comercial tiveram uma providencial ajuda do Estado. O Estado que antes deveria ser mínimo, agora necessita obter autonomia para oferecer as devidas seguranças ao modo de produção capitalista.

O que ocorreu no Brasil não difere em quase nada do resto do mundo. O governo federal adotou medidas de emergência para socorrer o mercado e em nome da super proteção do capital baixou os juros, reduziu os impostos de alguns produtos e mandou o povo às compras. Tudo isso para salvar o mercado de uma recessão maior do que as que não paravam de surgir no mundo globalizado. Sem contar as aquisições de bancos e corporações que foram à bancarrota, mas livraram-se do fiasco com dinheiro público e continuaram comandando seus negócios como se nada tivesse acontecido.

Do outro lado da rua, empresas cumpriam demissões em massa, quatro mil, cinco mil trabalhadores demitidos, sem saber o que fazer e sem ninguém para socorrê-los. Nem sindicatos, nem Estado, nem governo Lula. E a marolinha passava como que um Tsunami pela vida de milhares de trabalhadores.

Mas para o resto do mundo o Brasil é o país do futuro e a economia brasileira comporta-se como nenhuma outra frente a tão grave crise. A direita brasileira odeia o Lula não porque ele realizou programas sociais jamais vistos na história desse país, mas porque o filho do Brasil se comportou como um verdadeiro guardião do capital e de uma forma tão sagaz que nem os mais audaciosos neoliberais acreditavam. Imaginem os revolucionários.

Que a revolução não acontecerá da noite para o dia está mais que claro, infelizmente. Mas podemos e temos de ter a mesma clareza para diferenciar ações reformistas de ações revolucionárias. O governo Lula é reformista e contribui para a manutenção do modo de produção capitalista, no qual, como já disse em outro momento, poderemos ter a diminuição dos miseráveis, mas sempre teremos a existência dos pobres para produzir riqueza aos expropriadores do trabalho humano.

Desse modo, seria inusitado que tivéssemos um Hugo Chávez, um Evo Morales, um Rafael Corrêa entre as 100 personalidades do planeta terra. O capitalismo mundial precisa do Brasil, do Brasil do Lula conciliador, que tenta conciliar capital e trabalho no modo de produção capitalista. O Brasil é estratégico para a ONU, por exemplo. Isso é motivo de orgulho para os revolucionários? A potência capitalista que hora se anuncia na América Latina é orgulho para os revolucionários? Dizer que os pobres estão comprando mais, sabendo que essa é uma estratégica básica para o escape da crise e aplaudir tal acontecimento é orgulho para os revolucionários? Socialistas ou Social-democratas?

Alex Dancini

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Resposta ao professor Maybuk

Dia desses, escrevi uma crítica direcionada ao Jornalista Paulo Henrique Amorim que, numa determinada ocasião, exaltava a medida do governo Lula de dar oportunidade aos beneficiários do Bolsa Família de abrirem uma conta corrente na Caixa Econômica Federal, e dizia ainda, que essa medida caracterizava-se como uma inclusão social. O professor Maybuk escreveu um texto em resposta ao meu, e abaixo vai, então, a minha resposta ao texto do caro professor Maybuk.


Caro colega Maybuk, as emissoras de TV, os jornais impressos e as revistas que fazem parte do PIG duelam entre si por maior lucratividade, quanto ao discurso, não vejo diferença alguma. O caso da ocupação do MST e a derrubada dos pés de laranja é um exemplo disso, já que não se percebeu diferença alguma nas notícias veiculadas por esses meios de comunicação, todos adotaram o mesmo discurso, que é, por sinal, o discurso de sempre, quando está em pauta o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Para mim, como disse anteriormente, ou é ou não é.

Imaginemos, então, que a Record seja uma emissora que se caracteriza por fazer críticas “mais amenas” aos movimentos sociais e às políticas bolivarianas da América Latina, podemos, portanto, dizer que a Record é uma emissora que fica “em cima do muro”, que ela é neutra, etc. Ao assumir um tom mais brando, uma postura neutra, a emissora do Edir Macedo já se decidiu de que lado está e posso afirmar, categoricamente, que ela não está ao nosso lado.

Aí você diz:
 “O fato de um beneficiário do Bolsa Família ter uma conta corrente no banco e acesso a crédito é inclusão social sim, pois eu tenho conta em banco desde os 18 anos e atualmente, ganho razoavelmente bem e acesso a crédito no momento que quiser em bancos e lojas o que torna minha vida mais tranqüila”. Maybuk, em primeiro lugar, o acesso à conta corrente por um beneficiário do Bolsa Família pode até ser inclusão (o que eu acho que não é), mas o que isso tem a ver com o fato de você ter uma conta corrente e obter créditos facilmente? Como você mesmo disse, você ganha razoavelmente bem e tem condições objetivas que lhe são extremamente favoráveis no momento de obter um crédito e, no limite, para custear os encargos administrativos que uma conta corrente geram todo mês. Se o sujeito recebe o Bolsa Família é sinal de que ele não tem emprego com carteira assinada e que sua renda mensal é inferior a meio salário mínimo. Que diferença faz esse sujeito ter ou não conta em banco? Daqui a uns três anos teremos um monte de inadimplentes (como eu) com a Caixa Econômica Federal, por conta dessa medida. Nesse caso sou adepto daquele ditado popular, que por sinal não me lembro muito bem, “criança que nunca comeu chocolate, quando come pela primeira vez se lambuza”. Na ordem do dia, portanto, da história, não vejo significado nenhum para a luta de classes nessa medida, a não ser a manutenção dessa luta.

Bom, quanto à melhoria na qualidade de vida das pessoas mais pobres, podemos afirmar que a qualidade de vida da população mais pobre melhorou. Essa afirmação é verdadeira se considerarmos que no governo Lula existem menos pessoas passando fome que nos anos anteriores ao seu governo. No entanto, Lula é o presidente dos pobres, mas é também o presidente dos banqueiros, dos monopólios. Faz uma reforminha aqui outra ali e vai levando. Na outra ponta, ajuda os acumuladores de capital aqui, ajusta a balança comercial ali, e vai transformando o Brasil numa potência mundial. E, diga-se de passagem, numa potência capitalista. Ficamos efervescentes por conta de o Brasil ter uma economia sólida, característica fundamental para que esta nação se torne uma potência do mundo capitalista, assim como a China o é.

O que é a China hoje? Uma grande potência não? Será que os trabalhadores de lá se apropriaram, mesmo que em pequena escala, da riqueza produzida por aquela nação? Não. E isso simplesmente porque enquanto imaginarmos grandes potências capitalistas, teremos que, concomitantemente, imaginar a exploração e alienação da classe trabalhadora. Teremos que imaginar a existência do Bolsa Família, teremos que imaginar a existência do trabalho escravo, da concentração de terras. Os países ricos podem não ter o mesmo número de miseráveis que os países pobres, mas têm um amplo número de pobres que mantêm a pequena casta burguesa. E é isso que estamos produzindo no Brasil. Os beneficiários do Bolsa Família de hoje serão os trabalhadores explorados de amanhã, se tiverem “sorte”.

Já passou da hora de o Lula parar de fazer campanha com o Bolsa família, e dar nome aos bois. O Lula está aonde, na ordem do dia? No centro, na esquerda, na direita? Em cima do muro? Ninguém sabe.

Acredito que se o Brasil tivesse tido nesses últimos 8 anos um governo assumidamente de direita, teríamos avançado no processo revolucionário. O marasmo, para a luta, é uma desgraça.

Caro Maybuk, espero que continuemos com esse debate. Também o respeito, e as críticas aqui estão no plano do conhecimento, das idéias. Não há nada de pessoal, cara.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais uma Estória - GOG

Mais uma Estória.

Acesse o link abaixo e ouça a música na íntegra.

http://www.youtube.com/watch?v=sBUPCQztXrg

Música de GOG. O Nordeste das praias e da pobreza, escolha o seu.

A ilha do Sarney iluminada com luz elétrica. Na cidade ao lado, apenas a luz da lamparina...

domingo, 27 de setembro de 2009

II Cúpula da América do Sul e África


Acabo de assistir ao discurso de um economista que conhece profundamente os problemas econômicos da América Latina. Trata-se do presidete do Equador, Rafael Corrêa, também um defensor da Revolução Bolivariana. Em seu discurso, Rafael Corrêa priorizou a cooperação entre os países da América do Sul, Caribe e África, "Entre os países da América LAtina, Caribe e África não deve haver competição, mas sim cooperaçao. Somos todos países pobres, precisamos nos unir".
Corrêa enfatizou que os continentes africano e latino americano possuem as maiores reservas de riquezas naturais do mundo, as reservas de água doce e petróleo são um bom exemplo. No entanto, dizia Corrêa, ainda lutamos para sair da pobreza, quando poderíamos, se estivéssemos unidos, implementar uma sociedade justa, sem desigualdades.

Rafael Corrêa ainda enfatizou a luta pelos direitos humanos. Segundo ele, "a luta pelos direitos humanos tem de ser uma luta contra o capitalismo, contra as grandes potências econômicas mundiais".

ONU e o Golpe de Estado em Honduras

Onde está o espírito democrático que ecoa nos discursos da ONU?

A organização finge que não vê o que está acontecendo em Honduras, fica soltando "notinhas" na imprensa, dizendo que é contra o golpe de Estado em Honduras....

As "notinhas" da ONU deveriam figurar na seção de piadas dos jornais e sites jornalísticos, pois não passam de meras piadas.

A ONU diz , por exemplo,que a democracia está ameaçada na Venezuela - o interessante é que a ONU nunca disse que a América Latina jamais teve democracia - apenas porque Hugo Chávez acabou com o acúmulo de riquezas de meia dúzia de pessoas, que se aproveitavam do petróleo venezuelano para enriquecer e fazer acordos com os EUA - acordos que sempre favoreciam os Yanques.

A ONU sempre vem em missão de paz...

A ONU que passificar, docificar os corações e o espírito das nações que sempre foram colonizadas para que não se revoltem contra as grandes potências capitalistas, as quais, por sinal, são as nações que compõem a ONU.

Alguém ainda acredita na ONU?

sábado, 26 de setembro de 2009

Face da Morte - Televisão

 Música boa, boa música.

A realidade da problemática da TV no Brasil. Vale a pena ouvir.

http://www.youtube.com/watch?v=7k5MmD6GPiQ

domingo, 20 de setembro de 2009

 Uma música que apresenta um pouco da história que levou os EUA a presenciarem o trágico 11 de setembro.

Na voz de GOG

http://www.youtube.com/watch?v=PBU2IrUlo1k

Vídeo edição: Sonho Real (Gog - Hip Hop)

Depois da ocupação da área e da construção de casas, hortas e jardins, o bairro Barro Vermelho se tornou a casa de várias famílias. A justiça, num ato desumano, decretou a reintegração de posse, e veio o despejo à base de balas e cassetetes. A área estava abandonada há vários anos, havia nela um amontoado de lixo e mato. Mas para a justiça e o governo o lixo e o mato valem mais do que a vida das pessoas que morreram durante a desocupação.


http://www.youtube.com/watch?v=SuKBHTBaioI

domingo, 13 de setembro de 2009

Aos Estados Unidos da América

VIVAN LOS PUEBLOS DE AMERICA LATINA... VIVA LA SANGRE INCA ,ASTECA ,MAYA Y TODAS LAS MESCLAS DE LATINOAMÉRICA...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte

Aos excluídos não há independência, só lhes resta a morte.

domingo, 6 de setembro de 2009

Contava-se nos dedos das mãos e dos pés.


No Brasil, aproximadamente 22 pessoas...Isso mesmo, 22 pessoas participaram dos protestos contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na última sexta-feira (4).

Dentre a multidão, possivelmente estavam Willian Bonner, Fernando Mitre, Álvaro Dias, representates da VEJA, Folha de São Paulo, Eduardo Suplicy e os convidados especiais, Álvaro Uribe e Barack Obama.

sábado, 5 de setembro de 2009

Estados Unidos e Álvaro Uribe criam um novo inimigo para a Colômbia

Nesta sexta-feira, 04, protestos isolados, embora a imprensa marrom diga que os protestos foram em toda a Améria Latina, marcaram publicamente o início da investida norte americana em eleger a Venezuela como o maior inimigo da Colômbia e, por consequência dos colombianos. Até há pouco tempo atrás o maior inimigo colombiano, segundo os Estados Unidos, era as FARC.

Hoje não mais, e para deixar isso claro aos olhos do mundo, manifestações foram organizadas para atacar Hugo Chávez.

Segundo os organizadores dos serenos protestos, o objetivo era rebater as críticas que Chávez tem feito ao acordo militar entre Colômbia e Estados unidos, no qual o país latino cede varias bases militares aos yanques e permite a criação de outras.
Entre os manifestantes, pessoas da classe média alta e da burguesia latino americana vestiam camisetas brancas com frases de repúdio a Hugo Chávez.

A América Latina, tendo a frente Hugo Chávez, é o continete que mais apresenta resistência à política econômica e militar norte americana e que apresenta também um projeto de sociedade totalmente oposto ao do maior império capitalista da história. Tudo isso faz com que os Estados Unidos tomem medidas para tentar desestabilizar a resistência e conter a chamada Revolução Bolívariana.
Não tendo outro espaço nesse continente, aos EUA restou apenas a Colômbia para instalar suas bases militares, buscando desde já, montar um campo militar que possa lhe servir daqui há alguns anos para conter uma possível revolução, para explorar totalmente o petróleo do Pré-Sal e para ter total controle do petróleo venezuelano. Afinal, o que será da economia norte americana daqui há três, quatro ou cinco anos sem o petróleo que, nas terras e nas águas norte americanas já está quase extinto.
No oriente médio os EUA conseguiram conquistar, sob a vida de milhares de seres humanos, vários pontos de extração de petróleo. Mas não é suficiente para a alucinante produção capitalista. Assim, o império continua sua investida militar, e agora, bem perto de nós.

Álvaro Uribe na Colômbia e àlvaro Dias no Brasil. O que eles têm em comum?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Senadora Kátia Abreu (DEM-TO) comove o Brasil com sua sensibilidade à pobreza


A senadora Kátia Abreu do Democratas (TO) usou o plenário do senado para expor sua indignação ao Movimento dos Trabahadores Rurais Sem terra. Seu discurso na senado faz parte de uma estratégia para tentar enfraquecer as ações do MST em todo o Brasil. Essa estratégia iniciou-se com a reportagem da revista VEJA, da primeira semana de setembro, e espalhou-se para a Folha de São Paulo, O estadão, Bandeirantes, Rede Globo, etc., que destilaram seu ódio mortal ao maior movimento social do mundo.
Os ruralistas, ou melhor, os latifundiários brasileiros estão amedrontados com o crescimento do MST nos últimos tempos. E podem temer mesmo. As cercas que muitos latifundiários ergueram às custas da escravidão e expulsão de camponeses das suas pequenas propriedades irão cair. Para se ter uma ideia da dimensão do problema agrário no Brasil, existem lugares neste país onde é possível andar 8 quilômetros ao lado de uma mesma cerca.

Cumprindo seu papel, a senadora que muito bem representa essa casta do monopólio de terras brasileiras, chamada latifundiários, propôs uma CPI do MST para apurar as denúncia da revista VEJA. (VEJA afirma que o MST recebe dinheiro público para financiar ocupações e outras ações)

Essa mesma direita podre oligárquica brasileira realizou uma CPI do MST há alguns anos atrás. Ao final da CPI, saíram com o rabo entre as pernas, como sempre. A intenção dessa banda podre da sociedade brasileira é clara: desestabilizar o movimento perante à opinião pública. Essa é a mesma intenção da CPI da petrobras, que foi proposta pelo fantoche norte americano, senador Alvaro Dias.

Voltando à Kátia, a senadora questionou em seu discurso os supostos 43 milhões de reais que, segundo VEJA, o MST teria recebido do governo federal entre 2003 e 2007. Kátia Abreu disse: "As pessoas mais humildes, que vivem com menos de um salário mínimo ou abaixo da linha de pobreza não sabem o quanto representam R$ 43 milhões. Com este montante, poderíamos fornecer arroz para 840 mil famílias ou feijão para 10 milhões de pessoas em um mês"

Que sensibilidade nobre senadora.
Que contradição, nobre senadora!!!

Não é o seu podre grupo que sempre repete a frase: "não adianta dar o peixe é preciso ensinar o cidadão a pescar", se referindo aos programas sociais do governo LULA? Arroz e feijão, senadora?

Bom, se a senadora está mesmo preocupada com a miséria do nosso País, então comece a trabalhar para convencer seus nobres amigos a não entregarem o Pré-Sal ao capital estrangeiro, principalmente americano. Os recursos do Pré-Sal, se gestados pelo Estado, contribuirão para a realização de diversos programas sociais de diminuição da pobreza.

Para a senadora e seu podre grupo:

REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!

O MST saiu às ruas. A imprensa marrom saiu a sua caça


Há cerca de 20 dias atrás, houveram várias manifestações populares em todo o Brasil. Temas como a crise do capitalismo e a reforma agrária estiveram no centro das pautas. Em Brasília, por exemplo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) montou acampamento e pressionou o governo federal a realizar algumas ações em favor da classe trabalhadora brasileira. Mesmo longe de se iniciar um processo de reforma agrária, o governo concordou, p+or exemplo, em atualizar os dados de produtividade, que são utilizados como parâmetros legais para a desapropriação de terras para a Reforma Agrária. Esssa era uma das principais reivindicações do movimento.


Como não poderia ser diferente, a grande mídia saiu no contra ataque do campesinato brasileiro e da classe trabalhadora. Já era de se esperar que os representantes do latifúndio brasileiro, do capital financeiro externo, dos bancos e do agronegócio agissem dessa forma.


A revista VEJA da editora abril foi um dos segmentos da grande mídia que disparou sua rajada de mentiras contra o MST. Aliás, desde o início do governo LULA insiste em dizer que o MST se mantém com dinheiro público e na última reportagem da revista, desta semana, o ataque é ainda mais feroz, já que VEJA diz "que o MST desvia verba pública para financiar seus crimes".


A VEJA mente. A VEJA não consegue provar nada do que diz. VEJA disse que o presidente LULA mantinha contas secretas no exterior, mas não conseguiu provar nada.


Por que VEJA não resolve falar de seus suspeitos contratos de publicidade com o governo de São Paulo, governo do PSDB. São milhões de reais, dinheiro público, indo parar nos cofres desata representate da podre e desgraçada direita oligárquica brasileira.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pior que Alvaro Dias, só alguns professores

O dia 31 de agosto de 2009 deveria ser marcado com uma manifestação por parte dos professores de escola pública do Paraná. Segundo o sindicato dos professores e funcionários da educação do Estado do Paraná, as aulas deveriam ser de apenas 30 minutos, marcando, portanto, o protesto do dia de luto e luta dos educadores do Paraná. Em muitas escolas o protesto aconteceu, em outras, infelizmente, não.

A atitude dos professores que não aderiram ao protesto mostra a desunião dessa classe, causada principalmente pela individualidade de muitos professores que ainda não compreenderam que muitas conquistas se deram coletivamente, mesmo sempre tendo aqueles que nunca foram às ruas, mas que sempre ganharam o aumento de salário conquistado sob o sol escaldante das manifestações, e usufruíram do aumento nas horas-atividades, por exemplo. A omissão desses é pior que a covardia de Alvaro Dias.

30 de agosto não é para ficar no esquecimento. 30 de agosto é para ficar na história, pois a história não se apaga.

domingo, 30 de agosto de 2009

30 de Agosto - Dia de Luto e Luta dos Educadores e Educadoras do Paraná


Há 21 anos os educadores do Paraná lembram a importante data de 30 de agosto. Em 1988, educadores e educadoreas do Estado do Paraná saíram às ruas para reivindicar o pagamento do piso de três salários mínimos, direito conquistado em outra greve dois anos antes, em 1986. No entanto, o governador do estado Alvaro Dias (então do PMDB) se recusava a cumprir o acordo.
Após chegarem ao Centro Cívico, professores, pais e alunos foram recebidos a cassetetes e bombas de efeito moral. Se não bastassem os cassetetes e as bombas, a cavalaria foi acionada e a violência contra os professores aumentou. A repressão da polícia deixou dezenas de feridos.

Desde então, a data de 30 de agosto passou a ser lembrada como o Dia de Luto e Luta dos Educadores e Educadoras do Paraná. Luto porque Alvaro Dias assassinou o respeito para com os educadores, e Luta porque sempre estaremos lutando em defesa da educação pública. Nesse ano, como o dia 30 foi domingo, as manifestações, os debates e as paralizações serão na segunda-feira, dia 31.


video Uma boa música, na voz de um dos maiores cantores e compositores da Américalatina, Sílvio Rodrigues.

Alvaro Dias é contra os brasileiros


Se não bastasse o que o tucano Fernado Henrique Cardoso fez com as estatais brasileiras (privatizou quase tudo), agora é a vez do Senador Alvaro Dias curvar-se aos interesses do mercado internacional e trabalhar para entregare o Pré-Sal para as multinacionais norteamericanas. O senador, proponente da CPI da Petrobras, contratou uma empresa dos Estados Unidos para trabalhar na CPI. O problema é que os Estados Unidos são os principais interados em ficar com boa parte do petróleo do Pré-Sal, já que suas reservas de petróleo estão praticamente esgotadas.
Outro Senador envolvido na negociata com a empresa americana é Sérgio Guerra, também do PSDB. O curioso é que esse tipo de acordo a Rede Globo não mostra.
A grande mídia prefere mostrar o sensacionalismo do senador Suplicy, mostrando cartão vermelho ao Senador Sarney. Enquanto achamos que o único problema do Brasil é o Sarney, a direita podre e oligárquica brasileira, comandada por Alvaro Dias, articula mais uma ação para entregar as riquezas naturais brasileiras ao capital estrangiero.

"O PRÉ-SAL É O DO POVO BRASILEIRO". O pretóleo do pré-sal pode fazer com que o Brasil seja o quarto país do mundo em reservas de petróleo. Para se ter uma ideia, o Iraque é o terceiro, e os Estados Unidos investiram bilhões de dólares numa guerra, cuja única explicação é ter o domínio das reservas de petróleo daquele país.

Fiquemos atentos...Alvaro Dias é contra a nação brasileira...É a favor da pequena burguesia e do capital estrangeiro.

Alex Dancini

sábado, 29 de agosto de 2009

Saudações socialistas...

Uma breve e simples crônica sobre a cômica briga entre Rede Globo e Record

Um Edir Macedo incomoda muita gente...

Nos últimos dias, os telejornais de todo o Brasil reservaram a maior parte do tempo em que estiveram no ar para falar da nova gripe. A nova gripe infectou a imprensa brasileira. Nem o Lula, nem a Dilma e tampouco o famigerado Sarney foram páreos para a gripe A.

De modo especial, o familiar e principal telejornal da Rede Globo, jornal nacional, em uma decisão inesperada e contraditória, deixou em segundo plano do seu noticiário, a desastrosa e já anunciada manobra da direita oligárquica brasileira, a CPI da Petrobras, as inaugurações do PAC pelo presidente Lula, a candidatura à presidência da ministra Dilma, o enfrentamento às ações imperialistas norte-americanas por parte do presidente da Venezuela Hugo Chaves, as acusações contra o senador José Sarney e o Golpe de Estado de Honduras, que para a TV Globo nem parece ser um Golpe de Estado, mas um simples episódio político das Américas.

Definitivamente, a nova gripe contagiou o Jornal Nacional. A pandemia que se alastra pelo mundo dominou as redações do telejornalismo brasileiro, e a família Bonner também se deixou contagiar.

Se a Rede Globo tem um grande poder de formar opinião no Brasil, as bocas de Bonner e Fátima Bernardes são as principais armas de onde saem rajadas diárias de informações parciais e sem parcimônia, sempre com a intenção de fortalecer a burguesia podre e a direita oligárquica brasileira. Há pouco tempo atrás, era o homem religioso de voz aveludada e de cabelos brancos, Cid Moreira, quem falava para os milhões de brasileiros e ajudava a esse monopólio das comunicações brasileira a escolher a maioria dos representantes políticos dos três poderes, inclusive, e de forma mais descarada, o governo estadual do Rio de Janeiro. Algumas vezes deu certo, outras não; Brizola que o diga. Por falar em Leonel Brizola, há mais ou menos quinze anos atrás o mago do telejornal brasileiro, Cid Moreira, lia, ao vivo, o direito de resposta concedido pela justiça a Brizola, e no qual o gaúcho de Passo Fundo execrou todo o aparato de comunicação da família Marinho. No ano de 1994, a Rede Globo passou vergonha diante de milhões de telespectadores e a culpa foi de Leonel Brizola.

Nos últimos dois anos, a emissora tem lutado para não passar mais uma vergonha. Nesse caso, a luta é para não perder o posto de maior rede de TV do Brasil, com programas líderes de audiência, mesmo apresentando conteúdos pífios. No entanto, existe uma pedra chamada Record no caminho dos Marinho, e que ultimamente insiste em trazer dor de cabeça para a tradicional família carioca. A Record passou a ameaçar o monopólio global e já produz programas que superam a audiência da emissora global. Nada pior para os idealizadores do criança esperança, amigos da escola e tele curso 2000, que ficar em segundo lugar. Nunca estiveram lá, sempre ocuparam o primeiro posto e ditaram as regras para um monte de gente. E nos últimos anos, a emissora global não tem tido muita eficácia em seus ditames e manobras, o presidente eleito José Serra que o diga.

A Record incomoda tanto a Rede Globo, que o dono e fundador da principal concorrente da emissora carioca mereceu destaque dentre as notícias veiculadas pelo belo casal Bonner (por que não Bernardes?) praticamente durante toda esta semana. Edir Macedo foi manchete de abertura na escalada do telejornal e premiado com praticamente metade do tempo em que o telejornal ficou no ar. Edir Macedo incomoda os Marinho de tal maneira, que eles nem se preocupam se as denúncias e as reportagens têm, inescrupulosamente, um teor de ataque pessoal. Logo o telejornal da família Bernardes (?) praticando jornalismo amador? Incrível, nem a nova música orquestrada pela direita podre e oligárquica brasileira para prejudicar a imagem da ministra Dilma conseguiu ser mais forte que Edir Macedo. Aliás, o dono da TV Record e fundador da Igreja Universal acabou até com o vírus da nova gripe que havia contagiado a redação dos telejornais global.

Nunca fui fã de Edir Macedo, até porque não é um cara de grandes feitos na sociedade. Porém, sou o mais novo fã do principal inimigo da Rede Globo, pois fazer os Marinho “tremerem na base” é um grande feito na sociedade brasileira.

Alex Dancini